sábado, 14 de julho de 2012

Nem sempre o que eu digo ou faço realmente está de acordo com o que eu sinto por dentro. Um sorriso pode não querer significar alegria, as risadas podem estar preenchidas de mágoa e rancor, o “sim, eu estou bem” pode ser vago. Há momentos em que o que sinto, libero, seja em forma de lágrimas, gargalhadas ou sobrancelhas franzidas e voz ríspida. Porém as vezes guardo para mim, pondo em meu rosto uma máscara. E sempre funciona. As razões pelas quais, por vezes, decido vestir em mim estas máscaras são tantas; ausência, aperto, mágoa, rancor, entre outros. Creio que destas, a principal causa seja a ausência, em suas derivadas formas. É tão fácil sofrer, basta uma faísca para iniciar uma grande chama de sentimentos torturantes, que laçam a mente impedindo-a de ser livre. Logo, o incêndio. Eu já me acostumei ao fato de viver em um mundo alheio ao que meu corpo físico vive. Um mundo em que passado, presente e futuro se convertem em apenas um, onde as emoções perfuram a alma tal como o cavaleiro com sua espada. Talvez por isso eu sinta medo de tirar a máscara em certas situações, e permitir que as pessoas vejam o meu eu como este é verdadeiramente. Aqueles “sortudos” que têm esta chance, podem notar as marcas e feridas em meu rosto, pois o interior da máscara costuma ser cheio de espinhos pontiagudos. A dor por de trás do meu eu postiço.

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