sábado, 11 de outubro de 2014

deixe, amor
a minha poesia entrar
deixe-a alcançar 
o céu da tua boca
e derreter-se 
por inteira
deixe-a rimar
doçuras 
nos teus ouvidos
deixe-a laçar
teus dedos
e unir a tua pele
à minha
deixe-a dançar
dentro do teu peito
e transbordar
em forma de felicidade
pelos teus olhos
deixe-a habitar
em ti, amor
como a tua
habita
em mim
e faz de mim
tua
deixe-me ser a tua poesia, amor.

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