quinta-feira, 26 de março de 2015

05/03/15

Meia noite. 
Faça um pedido. Voltar no tempo. Evitar tudo isso. Teria como? E só de pensar nisso as lágrimas voltam a rolar pelo meu rosto. De onde sai tanta lagrima? Talvez a fonte seja o amor. Talvez assim ele acabe e afogue a dor. Brega, eu sei. Poesia não é o meu forte, e sim o seu. 
Uma e pouca da manhã. 
Dor. Nas costas, na garganta, na cabeça, no coração. Onde será que você está? Dormindo na sua cama ou na dela? Dói só de pensar. Tudo o que eu queria era a sua companhia mas eu sei que nem de longe você quer a minha. 
Duas e meia da manhã. 
Acendo um cigarro e o trago como se você estivesse naquela fumaça. Me aquecendo, me satisfazendo, me viciando, me relaxando, me matando pouco a pouco... Então, realmente está. 
Três e dez da manhã. 
Os cigarros acabaram. Nada para aliviar a mente. Mente esta que vive ocupada com certos dias. Daria tudo para esquecer alguns, daria tudo e um pouco mais para reviver outros. E mais ainda para viver eternamente aquele dia. O nosso dia. 
Quatro horas da manhã. 
No peito um vazio, na cabeça uma tempestade. Palavras não param de surgir, tomando a forma de tudo o que você me disse, chicoteando e dilacerando o que ainda resta de mim. Talvez eu merecesse. Talvez você tenha exagerado. Como vou saber? Não sei. 
Só sei que não consigo dormir. Por que? Porque você não está aqui. Se foi. E não irá voltar. Você, que eu sempre quis proteger, cuidar e amar. Você, que sempre esteve ao meu lado e prometeu sempre estar. Você, que já está com outra, buscando a felicidade que eu não pude te dar. E espero que consiga. 
A felicidade e o sono. 

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